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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Aprendizado

Assustara-se com tamanha alegria,
Escondera-se novamente na velocidade da luz,
Tanta euforia deve tê-lo afastado,
Por aqui, ninguém mais o viu.
Mas sua breve presença não fora em vão,
Deixou muito o que pensar e sentir,
A alegria veio e permaneceu,
Deixara, en tudo, o seu brilho reluzente.
Agora se desdobram suas influências,
Ao som deslumbrante do tango,
Ressoam os ensinamentos do grande astro,
Vem de dentro, e não de fora, o que realmente importa.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Jornada

Dias a fio
Sem uma luz,
A vida passando
Sustentando aquela cruz.
De passagem,
Os andantes rumam
Em direção ao horizonte,
Firmes em sua busca.
Uma jornada épica
De encontros e desencontros,
Onde a realidade
É transcendente por si só.
Mas na estrada do infinito,
A implacável verdade
Se realiza inconscientemente
No simples nascer do sol.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Momentos

E foi, justamente, quando ela pestanejou
Que aconteceram as melhores coisas,
Tocaram as melhores músicas,
Voltaram as melhores pessoas,
Sentiu os melhores abraços
E saboreou os melhores beijos.

Porque foi justamente quando ela pestanejou
Que ela aprendeu o verdadeiro valor
De apreciar cada momento,
Não como se fosse o último,
Mas como sendo único e inesquecível.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Chaga

Na parede, a figura emoldurada
representa a matriz desfigurada
de uma alma antes iluminada,
que agora não deixa mais pegada
e vaga pela eternidade desencontrada
por ter vivido uma vida chagada.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Certeza e constância

O vento possa forte
Bagunçando-lhe o cabelo,
Uma mão lhe segura o pescoço
Enquanto é tomada num beijo,
A intensidade daquele momento
Se traduz na respiração ofegante,
Na veracidade do olhar,
Na certeza do incerto
E na constância do inconstante.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Neblina

Lá no alto,
por detrás da neblina,
elegante no salto,
aparece a menina.

Ofegante e animada,
surge com brilho no olhar,
com frio e face avermelhada,
para casa retornar.

Não disfarça o encantamento,
quase levitando no ar,
tomada pelo sentimento,
aprendendo o que é amar.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Carinho

Enquanto a brisava passava,
os olhos ele secava.
Tanta emoção
já não cabia naquele coração.

Uma última lágrima rolou,
ele tentou, mas não acreditou,
num singelo toque de carinho
se deu conta de que não estava sozinho.

De repente, um novo brilho no olhar,
uma alegria a iluminar.
Se abriu sem qualquer restrição,
aquele amor, ardia em paixão.